quinta-feira, 30 de junho de 2016

34 - Os imigrantes no século XIX e XX no estado do Paraná




Durante todo o século XIX, a Europa passou por profundas mudanças políticas e econômicas. O surgimento das fábricas, que produziam uma grande quantidade de produtos por um preço menor, e o crescimento do uso das máquinas na produção agrícola, geraram um grande número de desempregados.
Muitos europeus que não viam mais condições de sobreviver em seus países optaram por recomeçar a vida em outro lugar. O Brasil representava uma boa alternativa, uma vez que havia necessidade de mão de obra nas fazendas de café e também era necessário povoar parte do território que estava desocupado.
Incentivados pelas promessas de uma vida melhor, um grande número de europeus veio para o Brasil no século XIX.
A vinda de imigrantes cresceu muito a partir de 1850, porém, alguns anos antes, o Imperador D. Pedro I já havia promovido a vinda de estrangeiros como solução para ocupar o território brasileiro.
Por influência de sua esposa, a imperatriz Dona Leopoldina, ele escolheu imigrantes de origem alemã. Os primeiros deles chegaram ao Brasil em 1824 e se estabeleceram na região de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.
No mesmo ano, outra leva de imigrantes se instalou no Rio Grande do Sul, onde receberam sementes para iniciar as plantações e cabeças de gado para o sustento, já que era de interesse do governo que esses imigrantes povoassem a região Sul. Um grande grupo de imigrantes formado por alemães, poloneses e russos destinava-se aos estados do Paraná e Santa Catarina.
O governo brasileiro também se preocupava com o isolamento das terras do sul do Brasil, onde havia grandes regiões que não estavam povoadas.
Com a chegada da Família Real ao Brasil, Curitiba tornou-se sede da 5.a Comarca de São Paulo e, seguindo a política de ocupação estabelecida por D. Pedro, tiveram início as primeiras expedições povoadoras nos Campos de Guarapuava.
Nos anos seguintes, sucessivas levas de imigrantes chegaram ao Paraná: em 1829 os alemães, que se instalaram na Lapa e em Rio Negro; em 1839 iniciou-se o povoamento dos Campos de Palmas; em 1854 surgiram outras colônias de imigrantes europeus (Colônia do Assungüi, Colônia Thereza e Colônia do Superagui).

Imigrantes poloneses


 Imigrantes poloneses - Paraná - PR
Imigrantes poloneses.


Entre 1860 a 1880 foram estabelecidas 27 colônias com imigrantes alemães, poloneses e italianos nos arredores de Curitiba, Paranaguá, São José dos Pinhais, Antonina, Lapa, Campo Largo, Palmeira, Ponta Grossa e Araucária, como também surgiram núcleos de migrantes mineiros e paulistas no Norte (velho) do Paraná para plantarem café.
Os colonos alemães procuraram manter seu estilo de vida, preservando a língua e a religião. Construíram escolas próprias para difundir a identidade e a cultura alemã. Esses imigrantes trouxeram para a América novas técnicas agrícolas, introduzindo o plantio do trigo e a criação de suínos.
Além dos alemães, chegaram também ao sul do Brasil, a partir de 1850, em grande número, italianos, espanhóis, portugueses e poloneses. O governo brasileiro promoveu a imigração subvencionada, ou seja, o imigrante e sua família recebiam a passagem de navio até o Brasil e o transporte terrestre até a região onde deveriam se estabelecer. Essa política tinha como objetivo estimular a vinda de estrangeiros para o país. O destino desses imigrantes eram as fazendas de café de São Paulo e os núcleos de colonização no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná e no Espírito Santo.
Ao chegar à fazenda, o imigrante e sua família recebiam o salário misto, isto é, uma quantia em dinheiro e um pedaço de terra para produzir o seu próprio alimento e criar uns poucos animais. Toda a família trabalhava, inclusive as mulheres e as crianças.
Após alguns anos, começaram a surgir denúncias na Europa sobre as privações sofridas pelos primeiros imigrantes no Brasil. Diante desse fato, a Alemanha criou medidas para dificultar a saída de pessoas do país.
O governo brasileiro passou, então, a incentivar a vinda de italianos. Como essa vinda foi posterior à dos alemães, suas terras eram mais distantes das regiões habitadas e também menos férteis. Eram muitas as dificuldades encontradas pelos imigrantes ao se estabelecerem no Brasil.
A localização dos lotes recebidos pelo governo, muitas vezes de difícil acesso, gerava problemas para distribuir as mercadorias produzidas, o que fez com que muitos abandonassem as terras recebidas e migrassem para as cidades em busca de outras oportunidades.
Em 1902, a Itália também proibiu a imigração subvencionada, pois havia denúncias de que os contratos com os italianos não eram cumpridos.
Após o final da Guerra do Contestado, o governo do Paraná decidiu ceder terras devolutas, ou seja, terras que eram do governo, para companhias colonizadoras que promoviam a vinda de imigrantes.
Em 1875, iniciou-se, no Brasil, uma intensa colonização por parte de imigrantes italianos e, no Paraná, começaram a difundir novas culturas agrícolas com a produção de uva, de arroz, de milho e de fumo. A produção de vinho também tomou grande impulso nesse período.
Os ucranianos chegaram ao Brasil por volta de 1895 e, no Paraná, fundaram a Colônia Santa Bárbara, próxima ao município de Palmeira, onde passaram a cultivar cereais, legumes e frutas.
A maioria dos imigrantes poloneses se dirigiram para áreas ainda não desbravadas ou para colônias ao redor de Curitiba, que passaram a formar o primeiro cinturão verde do país.
Essas colônias deram nome a alguns dos bairros mais tradicionais da cidade como: Pilarzinho, Santa Cândida, Orleans, Abranches, Santo Inácio e Lamenha.

Imigração polonesa no Paraná


 Imigração polonesa no Paraná - PR.
Imigração polonesa no Paraná.


Os colonos poloneses trouxeram novas técnicas de cultivo e se constituíram como importante elemento de desenvolvimento – principalmente da cidade de Curitiba –, assim como os italianos que se estabeleceram em terras próximas de Curitiba dando origem a Colombo, Santa Felicidade, Piraquara e Água Verde. Ainda fundaram colônias em Paranaguá, Morretes, Antonina, São José dos Pinhais e Campo Largo.
No início do século XX, principalmente na década de 1930, muitos japoneses vieram para o norte do estado atraídos pela fertilidade das terras da região, onde fundaram diversas colônias e povoações, como Assaí, Uraí e Cambará, as quais ainda concentram maior número de imigrantes nipônicos no Brasil. Os imigrantes japoneses se dedicaram ao cultivo do algodão e aperfeiçoaram as técnicas de plantio de legumes, verduras, flores e frutas. Também introduziram a cultura do bicho-da-seda, do caqui e do poncã.
Desse modo, chegaram ao Paraná imigrantes das mais diversas origens: noruegueses, suecos, dinamarqueses, austríacos, alemães, poloneses, suíços, belgas, gregos, turcos, ucranianos, russos, franceses, italianos, sírios, libaneses, tchecoslovacos, que ajudaram a construir o estado paranaense.
O trabalho de exploração da madeira no sertão paranaense iniciou-se juntamente com a extração e o comércio da erva-mate.
No início do século XIX, a erva-mate abriu o comércio de exportação e se tornou a base de desenvolvimento econômico paranaense até os anos de 1930, quando a concorrência argentina encerrou a predominância da erva-mate paranaense.
A chegada de migrantes paulistas, mineiros, gaúchos e catarinenses ocasionou o desmatamento e expandiu a fronteira agrícola. No norte do Paraná, a madeira foi retirada para dar lugar às lavouras de café. No sudoeste e oeste, a mata de araucárias deu lugar à policultura e à criação de animais. A agricultura, a construção de cidades e a abertura de estradas derrubaram grandes áreas de florestas.
A partir do final da década de 1930, iniciou-se um processo novo de ocupação territorial no Paraná nas regiões sudoeste e extremo-oeste por parte dos migrantes vindos do Rio Grande do Sul e, principalmente de Santa Catarina, que implantaram o regime de pequenas propriedades e a policultura de cereais e oleaginosas. Além disso, dedicavam-se também à criação de suínos.
Desse modo, nos anos de 1960, toda a região estava ocupada.
No início da década de 1960, o Paraná tornou-se o maior produtor brasileiro de café, sendo a cidade de Londrina intitulada “capital mundial do café”.


Glossário


Cinturão verde: denominação usada para as áreas ao redor do centro urbano destinadas à produção de frutas e verduras, visando ao abastecimento da cidade.










Links:


Sanderlei Silveira

Conheça seu Estado - História e Geografia

Poesia em Português, Inglês, Espanhol e Francês

Obra completa de Machado de Assis

História em 1 Minuto

Curso de Idiomas (Inglês e Espanhol)

Áudio Livro

Livros - Online

Billboard Hot 100 - Letras de Músicas

Developer - Treinamento, Manuais, Tutoriais

Santa Catarina - Conheça seu Estado

São Paulo - Conheça seu Estado

Paraná - Conheça seu Estado

Mato Grosso do Sul - Conheça seu Estado

Educação Infantil

Língua Portuguesa e Atualidades

Arte e Estética

TOP 50:


As festas populares no estado de São Paulo

Atividades extrativistas do estado de São Paulo

Adolf Hitler - Mein Kampf - Download

Áreas de preservação no estado de São Paulo

Assalto - Carlos Drummond de Andrade

Atividades extrativistas do Mato Grosso do Sul

Machado de Assis - O Alienista - PDF Download

Gonçalves Dias - Marabá

As festas populares no estado do Paraná

O tropeirismo no estado do Paraná

Biomas brasileiros

Bacias hidrográficas do estado de São Paulo

A população africana e a escravidão no Paraná

Áreas de preservação do estado do Paraná

Mário de Andrade - Macunaíma - Download

As comunidades quilombolas no Mato Grosso do Sul

As atividades econômicas do estado de São Paulo

Atividades extrativistas de Santa Catarina

Áreas de preservação do estado do Mato Grosso do Sul

Atividades extrativistas no Paraná

Os imigrantes no século XIX e XX no estado do Paraná

Jogos para Crianças - Dengue

As festas populares do Mato Grosso do Sul

Adolf Hitler - Mein Kampf - CAPÍTULO XI - POVO E RAÇA

Os biomas do estado do Mato Grosso do Sul

A urbanização do estado de São Paulo no início do século XX

Os índios Xetá do estado do Paraná

As atividades econômicas do Paraná

Clima e relevo do estado do Paraná

Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas - CAPÍTULO CXVII / O HUMANITISMO

Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas - CAPÍTULO CLX / DAS NEGATIVAS

Áreas de preservação do estado de Santa Catarina

O relevo do estado de São Paulo

As atividades econômicas de Santa Catarina

A organização do espaço geográfico brasileiro

O Diário de Anne Frank - Download

Gregorio de Matos - Ao braco do mesmo menino Jesus quando apareceu

Os imigrantes no estado de Santa Catarina no século XX

A imigração europeia no estado do Paraná

Machado de Assis - Dom Casmurro - CAPÍTULO LXII - UMA PONTA DE IAGO

A poluição do rio Iguaçu (maior rio do Paraná)

10. Mitologia Grega

Elizabeth Barrett Browning - Sonnet 43 - How Do I Love Thee?

A população indígena no estado de São Paulo em 2015

05. Religião – Idade Antiga

Machado de Assis - Esaú e Jacó - CAPÍTULO LXIII - TABULETA NOVA

A formação da cultura de Santa Catarina

Clima e relevo de Santa Catarina

Mário de Andrade - Macunaíma - Capítulo XVII - URSA MAIOR

A população africana no Brasil e a escravidão

Outros Links:


Obra completa de Machado de Assis

Machado de Assis - Dom Casmurro

Machado de Assis - Quincas Borba

Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas

O Diário de Anne Frank

Educação Infantil

Bíblia Online

História e Geografia

Casa do Sorvete

Sanderlei Silveira

Conheça seu Estado - História e Geografia

Poesia em Português, Inglês, Espanhol e Francês

Santa Catarina - História e Geografia

Paraná - História e Geografia

Mato Grosso do Sul - História e Geografia

São Paulo - História e Geografia

Mário de Andrade - Macunaíma

Adolf Hitler - Mein Kampf



quarta-feira, 29 de junho de 2016

33 - O tropeirismo no estado do Paraná



A primeira fase de povoamento iniciada no século XVII foi marcada pela procura do ouro, mas teve também no litoral outra atividade produtiva, como o plantio de arroz e de cana-de-açúcar; este último com a finalidade de produzir a aguardente e o açúcar.
No fim do século XVIII, com o desenvolvimento da atividade mineradora na região das Minas Gerais, o sul do Brasil passou a ter grande importância na criação de gado para abastecer a região do extrativismo de ouro e diamantes.
Nesse período não havia estradas para fazer o transporte do gado que saía principalmente do Rio Grande do Sul. Foi, então, criado o chamado “Caminho das Tropas”, por onde o gado era levado por trilhas que, seguindo pelo litoral, iam até a cidade de Laguna.
O tropeirismo, trabalho de criação, condução e comercialização do gado, teve início em meados do século XVII e foi responsável pela integração entre o litoral e o primeiro planalto, ampliando o povoamento do planalto paranaense e, também, o fluxo de gado do Sul para o centro do país.
Era comum que muitos tropeiros, além de conduzirem tropas, fossem também proprietários de terras. Eles compravam os animais no Rio Grande do Sul para vendê-los em Sorocaba (SP). Cruzavam a região de Curitiba ou qualquer outro ponto intermediário entre a Lapa e Castro, e após viajar o dia todo, pagavam o uso da invernada ao proprietário, ou seja, o aluguel para o descanso das tropas.

Rota dos tropeiros


 Rota dos tropeiros
Rota dos tropeiros


As mulas eram os animais de carga comumente escolhidos para essas empreitadas por serem bastante resistentes, terem grande capacidade de equilíbrio e por passarem por trechos difíceis com muita carga e passividade.
Um desses animais era ensinado para conduzir os demais. Geralmente, tinha--se o costume de se enfeitar a mula-guia com um penacho na cabeça, além de outros ornamentos como conchas e fitas. O animal também carregava um cincerro pendurado ao pescoço. Quanto às demais mulas, eram amarradas umas às outras pelo rabo de modo que caminhassem sempre em linha, de forma que o transporte fosse seguro.
Essa atividade foi fundamental para a ocupação e o povoamento de uma vasta área do território paranaense, hoje nomeada Campos Gerais. Nos locais onde havia os melhores pastos surgiram lugarejos que se tornaram vilas e hoje são cidades, entre as quais estão: Lapa, Jaguariaíva, Iapó (hoje Castro), Santa Cruz (atual Ponta Grossa) e Palmeira.
Dos tropeiros, herdamos muitos costumes alimentares, como o consumo do toucinho, do feijão-preto, da farinha, da pimenta-do-reino, do café, do fubá e do coité. Nos pousos, apreciava-se feijão-preto com pouco molho e com muitos pedaços de carne de sol e toucinho. Esse prato ficou conhecido pelo nome de “feijão-tropeiro” que, como antigamente, é servido com farofa e couve picada. A cachaça fazia parte do cotidiano desses homens, especialmente nos dias de muito frio ou para evitar a picada de insetos.
Entre seus principais utensílios havia uma grande sacola ou baú – em que guardavam suas roupas e outros instrumentos de valor, bem como uma sela cheia de instrumentos que se suspendia em pesados estribos. Costumava-se chamar de “malotagem” os apetrechos e arreios necessários de cada animal e de “broaca” os bolsões de couro que iam sobre a “cangalha” para guardar mais mercadorias.
Algumas profissões que conhecemos atualmente são oriundas do desenvolvimento das viagens sertanistas no estado, tais como a de rancheiro (dono de rancho) e a de ferrador (responsável) por pregar as ferraduras nos animais das tropas e que, às vezes, também atuava como veterinário). Peão era todo amansador de equinos e muares à moda do sertão.

DEBRET, Jean-Baptiste. Castro (Iapó). 1827.


 DEBRET, Jean-Baptiste. Castro (Iapó). 1827.
DEBRET, Jean-Baptiste. Castro (Iapó). 1827.




Glossário


Cincerro: chocalho ou sineta colocado no pescoço de um animal preso a uma coleira. É comum em bovinos ou equinos para guiar uma tropa ou o gado.
Coité: molho de vinagre com fruto cáustico espremido.













Links:


Sanderlei Silveira

Conheça seu Estado - História e Geografia

Poesia em Português, Inglês, Espanhol e Francês

Obra completa de Machado de Assis

História em 1 Minuto

Curso de Idiomas (Inglês e Espanhol)

Áudio Livro

Livros - Online

Billboard Hot 100 - Letras de Músicas

Developer - Treinamento, Manuais, Tutoriais

Santa Catarina - Conheça seu Estado

São Paulo - Conheça seu Estado

Paraná - Conheça seu Estado

Mato Grosso do Sul - Conheça seu Estado

Educação Infantil

Língua Portuguesa e Atualidades

Arte e Estética

TOP 50:


As festas populares no estado de São Paulo

Atividades extrativistas do estado de São Paulo

Adolf Hitler - Mein Kampf - Download

Áreas de preservação no estado de São Paulo

Assalto - Carlos Drummond de Andrade

Atividades extrativistas do Mato Grosso do Sul

Machado de Assis - O Alienista - PDF Download

Gonçalves Dias - Marabá

As festas populares no estado do Paraná

O tropeirismo no estado do Paraná

Biomas brasileiros

Bacias hidrográficas do estado de São Paulo

A população africana e a escravidão no Paraná

Áreas de preservação do estado do Paraná

Mário de Andrade - Macunaíma - Download

As comunidades quilombolas no Mato Grosso do Sul

As atividades econômicas do estado de São Paulo

Atividades extrativistas de Santa Catarina

Áreas de preservação do estado do Mato Grosso do Sul

Atividades extrativistas no Paraná

Os imigrantes no século XIX e XX no estado do Paraná

Jogos para Crianças - Dengue

As festas populares do Mato Grosso do Sul

Adolf Hitler - Mein Kampf - CAPÍTULO XI - POVO E RAÇA

Os biomas do estado do Mato Grosso do Sul

A urbanização do estado de São Paulo no início do século XX

Os índios Xetá do estado do Paraná

As atividades econômicas do Paraná

Clima e relevo do estado do Paraná

Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas - CAPÍTULO CXVII / O HUMANITISMO

Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas - CAPÍTULO CLX / DAS NEGATIVAS

Áreas de preservação do estado de Santa Catarina

O relevo do estado de São Paulo

As atividades econômicas de Santa Catarina

A organização do espaço geográfico brasileiro

O Diário de Anne Frank - Download

Gregorio de Matos - Ao braco do mesmo menino Jesus quando apareceu

Os imigrantes no estado de Santa Catarina no século XX

A imigração europeia no estado do Paraná

Machado de Assis - Dom Casmurro - CAPÍTULO LXII - UMA PONTA DE IAGO

A poluição do rio Iguaçu (maior rio do Paraná)

10. Mitologia Grega

Elizabeth Barrett Browning - Sonnet 43 - How Do I Love Thee?

A população indígena no estado de São Paulo em 2015

05. Religião – Idade Antiga

Machado de Assis - Esaú e Jacó - CAPÍTULO LXIII - TABULETA NOVA

A formação da cultura de Santa Catarina

Clima e relevo de Santa Catarina

Mário de Andrade - Macunaíma - Capítulo XVII - URSA MAIOR

A população africana no Brasil e a escravidão

Outros Links:


Obra completa de Machado de Assis

Machado de Assis - Dom Casmurro

Machado de Assis - Quincas Borba

Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas

O Diário de Anne Frank

Educação Infantil

Bíblia Online

História e Geografia

Casa do Sorvete

Sanderlei Silveira

Conheça seu Estado - História e Geografia

Poesia em Português, Inglês, Espanhol e Francês

Santa Catarina - História e Geografia

Paraná - História e Geografia

Mato Grosso do Sul - História e Geografia

São Paulo - História e Geografia

Mário de Andrade - Macunaíma

Adolf Hitler - Mein Kampf



terça-feira, 28 de junho de 2016

32 - A imigração europeia no estado do Paraná






No Paraná, a ocupação europeia aconteceu tanto por portugueses como por espanhóis, uma vez que o território que forma hoje o estado estava dividido entre Portugal e Espanha, pelo Tratado de Tordesilhas.
Desde o início do século XVI, exploradores europeus percorreram o território paranaense. Em 1541, Dom Alvarez Nuñes Cabeza de Vaca, partindo da Ilha de Santa Catarina, seguiu por terra em direção a oeste, tomando posse simbólica desse território em nome da Espanha. Ele chegou à foz do rio Iguaçu e foi o primeiro europeu a alcançar as Cataratas do Iguaçu.
Em 1554, às margens do rio Paraná, perto da foz do rio Ivaí, foi criada a primeira povoação europeia em território paranaense, a Vila de Ontiveros, com cerca de oitenta homens enviados para esse fim.
Depois, o povoamento se transferiu para perto da foz do rio Piquiri, recebendo o nome de Cuidad Real del Guayrá – hoje município de Terra Roxa –, que juntamente com Vila Rica do Espírito Santo – nas margens do rio Ivaí – formou a província de Vera ou do Guairá.
Desde o início da ocupação, os padres jesuítas criaram reduções, também chamadas de missões, para catequizar os povos indígenas, ensinando-lhes ofícios, artes, leitura e escrita. Como atividade econômica, organizaram a agricultura e a pecuária.
Observe no mapa a seguir as reduções implantadas no período de 1600 a 1640.

As reduções jesuíticas no Paraná - Mapa


 As reduções jesuíticas no Paraná - Mapa
As reduções jesuíticas no Paraná - Mapa


Por outro lado, os portugueses também iniciaram a colonização do território paranaense com a criação de duas capitanias sobre o nosso litoral. A primeira, a Capitania de São Vicente, na região compreendida entre a Barra de Paranaguá e a de Bertioga, e uma segunda, a Capitania de Sant’Ana, desde a Barra de Paranaguá até onde fosse legítima pelo Tratado de Tordesilhas.
Em 1549, um viajante europeu chamado Hans Staden, que estava a bordo de uma nau espanhola que naufragou na altura da barra do Superagui, depois de muitas aventuras vividas entre os indígenas, voltou para a Europa e, em 1557, publicou as primeiras notícias sobre a baía de Paranaguá.
Várias bandeiras percorreram o território paranaense à procura de ouro.
Em 1648, a descoberta de ouro possibilitou a elevação do povoado de Paranaguá à categoria de Vila de Nossa Senhora do Rosário e, em 29 de março de 1693, Curitiba foi elevada à vila pelo então capitão-povoador Mateus Martins Leme.
Os primeiros povoadores de Paranaguá e Antonina foram os faiscadores de ouro. Em 1797, o povoado foi elevado à categoria de vila, recebendo a denominação de Vila de Antonina. O nome da vila foi em homenagem à memória do príncipe D. Antônio, filho primogênito do então príncipe-regente D. João VI e de dona Carlota Joaquina.

DEBRET, Jean-Baptiste. Curitiba. 1827.


 DEBRET, Jean-Baptiste. Curitiba. 1827.
DEBRET, Jean-Baptiste. Curitiba. 1827.



BONA, Theodoro. Colégio dos jesuítas, em Paranaguá. 1873. Nanquim e lápis sobre papel.


 BONA, Theodoro. Colégio dos jesuítas, em Paranaguá. 1873. Nanquim e lápis sobre papel.
BONA, Theodoro. Colégio dos jesuítas, em Paranaguá. 1873. Nanquim e lápis sobre papel.




Glossário


Reduções: aldeamentos fundados pelos jesuítas em terras da América portuguesa e espanhola com objetivo de converter os índios à fé católica.
Catequizar: ensinar a religião com o objetivo de converter a ela aquele que está aprendendo. Os padres jesuítas ensinavam aos índios, por exemplo, os princípios do catolicismo.







Links:


Sanderlei Silveira

Conheça seu Estado - História e Geografia

Poesia em Português, Inglês, Espanhol e Francês

Obra completa de Machado de Assis

História em 1 Minuto

Curso de Idiomas (Inglês e Espanhol)

Áudio Livro

Livros - Online

Billboard Hot 100 - Letras de Músicas

Developer - Treinamento, Manuais, Tutoriais

Santa Catarina - Conheça seu Estado

São Paulo - Conheça seu Estado

Paraná - Conheça seu Estado

Mato Grosso do Sul - Conheça seu Estado

Educação Infantil

Língua Portuguesa e Atualidades

Arte e Estética

TOP 50:


As festas populares no estado de São Paulo

Atividades extrativistas do estado de São Paulo

Adolf Hitler - Mein Kampf - Download

Áreas de preservação no estado de São Paulo

Assalto - Carlos Drummond de Andrade

Atividades extrativistas do Mato Grosso do Sul

Machado de Assis - O Alienista - PDF Download

Gonçalves Dias - Marabá

As festas populares no estado do Paraná

O tropeirismo no estado do Paraná

Biomas brasileiros

Bacias hidrográficas do estado de São Paulo

A população africana e a escravidão no Paraná

Áreas de preservação do estado do Paraná

Mário de Andrade - Macunaíma - Download

As comunidades quilombolas no Mato Grosso do Sul

As atividades econômicas do estado de São Paulo

Atividades extrativistas de Santa Catarina

Áreas de preservação do estado do Mato Grosso do Sul

Atividades extrativistas no Paraná

Os imigrantes no século XIX e XX no estado do Paraná

Jogos para Crianças - Dengue

As festas populares do Mato Grosso do Sul

Adolf Hitler - Mein Kampf - CAPÍTULO XI - POVO E RAÇA

Os biomas do estado do Mato Grosso do Sul

A urbanização do estado de São Paulo no início do século XX

Os índios Xetá do estado do Paraná

As atividades econômicas do Paraná

Clima e relevo do estado do Paraná

Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas - CAPÍTULO CXVII / O HUMANITISMO

Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas - CAPÍTULO CLX / DAS NEGATIVAS

Áreas de preservação do estado de Santa Catarina

O relevo do estado de São Paulo

As atividades econômicas de Santa Catarina

A organização do espaço geográfico brasileiro

O Diário de Anne Frank - Download

Gregorio de Matos - Ao braco do mesmo menino Jesus quando apareceu

Os imigrantes no estado de Santa Catarina no século XX

A imigração europeia no estado do Paraná

Machado de Assis - Dom Casmurro - CAPÍTULO LXII - UMA PONTA DE IAGO

A poluição do rio Iguaçu (maior rio do Paraná)

10. Mitologia Grega

Elizabeth Barrett Browning - Sonnet 43 - How Do I Love Thee?

A população indígena no estado de São Paulo em 2015

05. Religião – Idade Antiga

Machado de Assis - Esaú e Jacó - CAPÍTULO LXIII - TABULETA NOVA

A formação da cultura de Santa Catarina

Clima e relevo de Santa Catarina

Mário de Andrade - Macunaíma - Capítulo XVII - URSA MAIOR

A população africana no Brasil e a escravidão

Outros Links:


Obra completa de Machado de Assis

Machado de Assis - Dom Casmurro

Machado de Assis - Quincas Borba

Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas

O Diário de Anne Frank

Educação Infantil

Bíblia Online

História e Geografia

Casa do Sorvete

Sanderlei Silveira

Conheça seu Estado - História e Geografia

Poesia em Português, Inglês, Espanhol e Francês

Santa Catarina - História e Geografia

Paraná - História e Geografia

Mato Grosso do Sul - História e Geografia

São Paulo - História e Geografia

Mário de Andrade - Macunaíma

Adolf Hitler - Mein Kampf



segunda-feira, 27 de junho de 2016

31 - As comunidades quilombolas no estado do Paraná







Com o processo de escravidão, foi interrompido o curso da história desses grupos em seu continente, comprometendo violentamente os seus costumes com relação à alimentação, ao modo de se vestir, à sua vida familiar e em grupo e à sua religião.
No Brasil, os escravos eram obrigados a comer o que lhes era dado e a vestir o que lhes era imposto, como panos grossos de algodão. Apesar de tudo isso, os africanos escravizados ainda conseguiram resistir e manter muitas de suas tradições.
Como eram proibidos de praticar qualquer tipo de luta, os escravos passaram a usar o ritmo e alguns movimentos de danças africanas para adaptar uma arte marcial, a capoeira, que era disfarçada de dança.
A prática da capoeira ocorria em locais próximos às senzalas, como uma forma de os escravos manterem a sua cultura e saúde física. O nome dessa luta pode ter surgido devido ao local, onde muitas vezes as lutas eram praticadas, em campos com pequenos arbustos chamados na época de “capoeira” ou “capoeirão”.
A prática da capoeira ficou proibida no Brasil até 1930, quando foi declarada esporte nacional brasileiro pelo então presidente da república Getúlio Vargas.
Os escravos africanos e seus descendentes resistiram constantemente à escravidão e lutaram de várias formas contra a violência que lhes foi imposta, como fazer o trabalho mais devagar, quebrar ferramentas, incendiar plantações, agredir seus senhores e feitores ou fugir. De todas as formas de resistência, a fuga, realizada individualmente ou em grupos, constituiu-se na mais comum, possibilitando ao escravo buscar a sua liberdade. Mesmo sendo caçados, recapturados e castigados, milhares de escravos conseguiram escapar da escravidão e fundar mocambos (esconderijos) e quilombos (povoações).
As regiões onde ainda residem os descendentes de escravos são denominadas comunidades quilombolas. No Brasil, já foram identificadas muitas comunidades que têm origem histórica nos quilombos, sendo que, no estado do Paraná, existem comunidades nos municípios de Curitiba, Castro, Tijucas do Sul, Alto da Ribeira, Lapa, Tibagi, Ponta Grossa e Guarapuava.
Para serem reconhecidas, não é preciso que as comunidades tenham sido formadas apenas por escravos fugidos, mas é necessário ter algumas características, como uma população negra vivendo em área rural e cultivando para sua sobrevivência, além de costumes e tradições referentes às comunidades que ocupavam o quilombo de origem.
Ainda hoje, muitos descendentes dos escravos lutam na justiça para ter a propriedade coletiva das terras em que vivem. A Constituição de 1988 reconheceu aos remanescentes das comunidades de quilombos que estejam ocupando essas terras o direito à propriedade definitiva, devendo o Estado emitir o título respectivo de posse.
Por exemplo, na comunidade quilombola João Surá, localizada no município de Adrianópolis (PR), a agricultura, o extrativismo, a pesca e a criação de animais são as atividades de subsistência, existindo ali um trabalho em forma de mutirões. É comum o intercâmbio cultural nos bailes e nas festas religiosas envolvendo também as comunidades vizinhas do Vale do Ribeira.

Comunidade remanescente quilombola do Varzeão. Doutor Ulysses (PR).


Comunidade remanescente quilombola do Varzeão. Doutor Ulysses (PR).
Comunidade remanescente quilombola do Varzeão. Doutor Ulysses (PR).


Já a comunidade quilombola Palmital dos Pretos, situada a 83 quilômetros do município de Curitiba, na fronteira da capital com o município de Ponta Grossa, recebe este nome em referência à grande quantidade de palmito existente na região. Seus habitantes costumam preservar as tradições de seus antepassados principalmente na realização de grandes festas no mês de junho, em louvor aos santos do mês, como Santo Antônio e São João.
Nessa comunidade, os quilombolas vivem principalmente de criação de animais e do cultivo de feijão e milho.
Na atualidade, as chamadas políticas afirmativas são formas de a sociedade brasileira resgatar uma dívida com os descendentes dos africanos que foram trazidos para o Brasil como escravos.
Afinal, foram inúmeras as violências cometidas no Brasil contra os africanos desde o início da colonização. Além do fato de terem sido tirados à força de seus locais de origem, foram transportados em péssimas condições a um outro continente para serem vendidos como mercadorias. Nesse processo, não houve respeito aos laços familiares, aos costumes e ao sentimento de pertencimento a um grupo de indivíduos unidos por suas tradições, sua história, sua língua e outros aspectos.
O dia 20 de novembro foi proclamado pelo governo como o Dia da Consciência Negra, ação considerada como um marco na luta pela igualdade racial brasileira. Foi escolhida essa data porque Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência contra a escravidão, foi assassinado em 20 de novembro de 1695. Em 1995, trezentos anos depois de sua morte, Zumbi foi reconhecido como herói nacional.
O dia da Consciência Negra tornou-se muito mais que uma data comemorativa, é um dia de memória e reflexão sobre a atual situação da população afrodescendente brasileira.

Ensaio de roda de capoeira.


 Ensaio de roda de capoeira.
Ensaio de roda de capoeira.




Glossário


Políticas afirmativas: medidas adotadas pelo Estado que visam eliminar desigualdades e compensar perdas provocadas por motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero, entre outros.









Links:


Sanderlei Silveira

Conheça seu Estado - História e Geografia

Poesia em Português, Inglês, Espanhol e Francês

Obra completa de Machado de Assis

História em 1 Minuto

Curso de Idiomas (Inglês e Espanhol)

Áudio Livro

Livros - Online

Billboard Hot 100 - Letras de Músicas

Developer - Treinamento, Manuais, Tutoriais

Santa Catarina - Conheça seu Estado

São Paulo - Conheça seu Estado

Paraná - Conheça seu Estado

Mato Grosso do Sul - Conheça seu Estado

Educação Infantil

Língua Portuguesa e Atualidades

Arte e Estética

TOP 50:


As festas populares no estado de São Paulo

Atividades extrativistas do estado de São Paulo

Adolf Hitler - Mein Kampf - Download

Áreas de preservação no estado de São Paulo

Assalto - Carlos Drummond de Andrade

Atividades extrativistas do Mato Grosso do Sul

Machado de Assis - O Alienista - PDF Download

Gonçalves Dias - Marabá

As festas populares no estado do Paraná

O tropeirismo no estado do Paraná

Biomas brasileiros

Bacias hidrográficas do estado de São Paulo

A população africana e a escravidão no Paraná

Áreas de preservação do estado do Paraná

Mário de Andrade - Macunaíma - Download

As comunidades quilombolas no Mato Grosso do Sul

As atividades econômicas do estado de São Paulo

Atividades extrativistas de Santa Catarina

Áreas de preservação do estado do Mato Grosso do Sul

Atividades extrativistas no Paraná

Os imigrantes no século XIX e XX no estado do Paraná

Jogos para Crianças - Dengue

As festas populares do Mato Grosso do Sul

Adolf Hitler - Mein Kampf - CAPÍTULO XI - POVO E RAÇA

Os biomas do estado do Mato Grosso do Sul

A urbanização do estado de São Paulo no início do século XX

Os índios Xetá do estado do Paraná

As atividades econômicas do Paraná

Clima e relevo do estado do Paraná

Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas - CAPÍTULO CXVII / O HUMANITISMO

Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas - CAPÍTULO CLX / DAS NEGATIVAS

Áreas de preservação do estado de Santa Catarina

O relevo do estado de São Paulo

As atividades econômicas de Santa Catarina

A organização do espaço geográfico brasileiro

O Diário de Anne Frank - Download

Gregorio de Matos - Ao braco do mesmo menino Jesus quando apareceu

Os imigrantes no estado de Santa Catarina no século XX

A imigração europeia no estado do Paraná

Machado de Assis - Dom Casmurro - CAPÍTULO LXII - UMA PONTA DE IAGO

A poluição do rio Iguaçu (maior rio do Paraná)

10. Mitologia Grega

Elizabeth Barrett Browning - Sonnet 43 - How Do I Love Thee?

A população indígena no estado de São Paulo em 2015

05. Religião – Idade Antiga

Machado de Assis - Esaú e Jacó - CAPÍTULO LXIII - TABULETA NOVA

A formação da cultura de Santa Catarina

Clima e relevo de Santa Catarina

Mário de Andrade - Macunaíma - Capítulo XVII - URSA MAIOR

A população africana no Brasil e a escravidão

Outros Links:


Obra completa de Machado de Assis

Machado de Assis - Dom Casmurro

Machado de Assis - Quincas Borba

Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas

O Diário de Anne Frank

Educação Infantil

Bíblia Online

História e Geografia

Casa do Sorvete

Sanderlei Silveira

Conheça seu Estado - História e Geografia

Poesia em Português, Inglês, Espanhol e Francês

Santa Catarina - História e Geografia

Paraná - História e Geografia

Mato Grosso do Sul - História e Geografia

São Paulo - História e Geografia

Mário de Andrade - Macunaíma

Adolf Hitler - Mein Kampf